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Ibovespa opera em queda e já acumula perda de 16% na semana; dólar sobe à espera do Fed

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa brasileira, opera mais uma vez em queda nesta quarta-feira (28), com um recuo de 2,49% perto das 14h15, aos 171.343 pontos. Na semana, já acumula perdas de 16,36%. Já o dólar invert...

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G1 - Economia Fonte Externa
28 de outubro de 2026 • 6 min de leitura
Ibovespa opera em queda e já acumula perda de 16% na semana; dólar sobe à espera do Fed

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa brasileira, opera mais uma vez em queda nesta quarta-feira (28), com um recuo de 2,49% perto das 14h15, aos 171.343 pontos. Na semana, já acumula perdas de 16,36%. Já o dólar inverteu o sinal visto pela manhã e subia 0,66% no mesmo horário, cotado a R$ 5,3857.

O principal destaque da sessão fica com a nova decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). No Brasil, investidores voltam as atenções para o quadro fiscal, após a reeleição do presidente Lula (PT) no último domingo e em meio a promessas do governo sobre o resultado primário e a reforma tributária. (entenda mais abaixo)

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▶️ O foco do mercado está com a nova decisão de juros do Fed, prevista para o meio da tarde. Segundo dados do CME Group, a maioria dos investidores espera que a instituição mantenha as taxas inalteradas. O mercado também acompanha declarações do presidente da instituição, Kevin Warsh.

🔎 A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.

▶️ No Brasil, o cenário fiscal segue na mira dos investidores. Na véspera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo enviará ao Congresso um projeto de lei para estabelecer expressamente o compromisso de atingir o centro da meta fiscal em 2027.

O ministro também prometeu a proposta de regulamentação do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado". As medidas vêm em meio à pressão de investidores e empresários por um reajuste fiscal por parte do governo, após a reeleição de Lula (PT).

▶️ No mercado de commodities, os preços do petróleo continuaram elevados, após os EUA orientarem países do Golfo a se prepararem para uma possível campanha militar contra o Irã após as eleições legislativas, em 3 de novembro. As informações são do Wall Street Journal.

Perto das 14h15, o barril do Brent, referência internacional, subia 1,71%, cotado a US$ 115,83. Já o WTI, referência nos EUA, avançava 3,11%, a US$ 103,01 por barril.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

a

Acumulado da semana: +7,15%;

Acumulado do mês: +3,40%;

Acumulado do ano: -2,52%.

📈Ibovespa

Acumulado da semana: -14,33%

Acumulado do mês: -5,71%;

Acumulado do ano: +9,05%.

Pressão fiscal aumenta

Investidores e empresários intensificaram a pressão fiscal sobre o governo nesta semana, após a reeleição do presidente Lula (PT) para um quarto mandato no último domingo (25).

A preocupação é que o descontrole piore a situação da dívida pública e traga uma deterioração nas condições financeiras do país, com crédito mais caro e a possibilidade de uma nova alta da Selic caso a valorização do dólar pressione a inflação.

Com isso, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, na véspera, que o governo federal enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para estabelecer expressamente o compromisso de atingir o centro da meta fiscal em 2027.

Ao mirar o centro da meta, em tese, o governo poderá precisar bloquear mais recursos ao longo de 2027, limitando os gastos dos ministérios.

"Depois da eleição, o presidente vai definir a equipe dele, depois a equipe vai apresentar quais serão essas medidas em termos de ajuste, em termos de perseguição da meta, para mostrar que o compromisso nosso, o compromisso desse governo do presidente é com responsabilidade fiscal", disse o ministro.

Sem dar detalhes, Durigan também afirmou que a equipe econômica prepara outras medidas para reforçar a confiança na trajetória das contas públicas.

"Nós vamos dizer e dar todos os instrumentos para que a gente não tenha dúvida jurídica que a gente vai perseguir o centro da meta [fiscal]. Mas existem outras medidas que estão sendo avaliadas, então agora nós temos uma etapa", declarou a jornalistas.

Reforma tributária

O ministro também afirmou que a equipe econômica se prepara para enviar ao Congresso a proposta de regulamentação do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado". A expectativa é que o texto seja enviado ainda nesta semana.

Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o imposto do pecado começará a ser cobrado em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente.

A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports.

Bolsas globais

Em Wall Street, os três principais índices americanos operavam em alta nesta quarta-feira, conforme investidores aguardavam a decisão do Fed.

Perto das 14h15, o Dow Jones tinha alta de 0,28%, enquanto o S&P 500 avançava 0,26% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,03%.

Já as bolsas europeias fecharam mistas nesta quarta-feira, em meio à alta do petróleo e em compasso de espera pela decisão de juros americanos.

O DAX, da Alemanha, subiu 0,44%, enquanto o CAC-40, da França, fechou estável e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,07%.

Na Ásia, as ações chinesas voltaram a subir nesta quarta-feira, acompanhando a recuperação dos papéis de inteligência artificial após os resultados financeiros mais otimistas da fabricante de chips SK Hynix.

O SSEC, Índice de Xangai, e o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiram 0,9% na sessão. No Japão, o Nikkei avançou 1,08% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 6,63%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 0,23%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Dólar

Pixabay

Conteúdo importado automaticamente via RSS de G1 - Economia.

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