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Endividamento de risco cresce 75% em 5 anos e atinge 20,3 milhões de brasileiros, diz BC

13º salário: aprenda a quitar dívidas e planejar as despesas de fim de ano Cerca de 20,3 milhões de brasileiros estavam em situação de endividamento de risco em junho de 2026, o equivalente a 17% das pessoas que têm dívidas no Sistema Financeiro Nacional (SFN). O número represen...

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G1 - Economia Fonte Externa
28 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
Endividamento de risco cresce 75% em 5 anos e atinge 20,3 milhões de brasileiros, diz BC

13º salário: aprenda a quitar dívidas e planejar as despesas de fim de ano

Cerca de 20,3 milhões de brasileiros estavam em situação de endividamento de risco em junho de 2026, o equivalente a 17% das pessoas que têm dívidas no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

O número representa um crescimento de 75% em cinco anos, segundo relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central (BC) divulgado na terça-feira (27).

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🔍Comprar um produto parcelado, financiar um imóvel ou pagar uma compra no cartão de crédito são exemplos de situações que geram dívidas, onde entra a classificação de endividado. Isso não significa, por si só, que a pessoa esteja com pagamentos atrasados ou tenha dificuldades financeiras, aí entraria a inadimplência.

Para classificar alguém como endividado de risco, o BC considera a combinação de pelo menos dois de quatro critérios, que incluem:

Inadimplência superior a 90 dias.

Comprometimento de mais da metade da renda mensal com dívidas.

Renda restante abaixo da linha da pobreza após o pagamento dos débitos.

Uso simultâneo de cheque especial, crédito pessoal sem consignação e crédito rotativo.

Endividamento de risco segundo o BC

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Famílias mais pobres comprometem maior parte da renda com dívidas

➡️ O peso das dívidas no orçamento é maior entre os brasileiros de baixa renda. Para quem ganha até dois salários mínimos, o pagamento das dívidas compromete 42% da renda mensal. Desse total, 15% da renda é destinada ao pagamento de dívidas do cartão de crédito.

Essa faixa reúne 61,2 milhões de tomadores de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e concentra um perfil de endividamento mais associado a modalidades de crédito de alto custo, como cartão de crédito e empréstimos pessoais sem consignação.

Segundo o relatório do Banco Central (BC), a participação dessas modalidades cresceu de forma mais intensa entre os consumidores de menor renda.

Já entre as pessoas que ganham mais de dez salários mínimos, o comprometimento da renda com dívidas é de 18,6%.

Nesse grupo, que reúne 4,4 milhões de tomadores de crédito, uma parcela maior dos pagamentos está associada a financiamentos imobiliários e de veículos, geralmente ligados à aquisição de bens e com prazos mais longos.

O relatório também identifica outros dois grupos de renda: 22,3 milhões de tomadores ganham entre dois e cinco salários mínimos, enquanto 7,5 milhões recebem entre cinco e dez salários mínimos.

Endividamento de risco cresce desde 2021

Em junho de 2021, 9,7% dos tomadores de crédito estavam em situação de endividamento de risco. A proporção subiu para 13,1% em junho de 2022 e chegou a 13,8% em junho de 2023. Depois de recuar para 13,4% em junho de 2024, voltou a subir e alcançou 17% em junho de 2026.

Endividamento de risco segundo o BC

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Banco Central vê riscos na oferta de crédito digital

O relatório aponta que a oferta frequente de crédito em canais digitais pode estimular a contratação de empréstimos sem planejamento, especialmente entre consumidores de menor renda.

➡️ Segundo pesquisa citada pelo BC, esse público recebe, em média, nove ofertas digitais de crédito por mês.

A instituição também estuda medidas para reduzir riscos associados à concessão de crédito e à forma como os produtos são oferecidos.

Crédito consignado também preocupa

O relatório também aponta problemas na modalidade Crédito do Trabalhador, criada para oferecer empréstimos consignados a trabalhadores do setor privado.

Em junho de 2026, o saldo de operações inadimplentes nessa linha chegou a R$ 6,1 bilhões.

Segundo o BC, parte desse valor estava associada a trabalhadores que perderam o emprego, enquanto outra parcela correspondia a pessoas que foram demitidas e conseguiram uma nova colocação formal.

Conteúdo importado automaticamente via RSS de G1 - Economia.

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